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	<title>DEQWiki - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<updated>2026-04-29T17:54:28Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Turbinas_e%C3%B3licas&amp;diff=991</id>
		<title>Turbinas eólicas</title>
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		<updated>2019-04-17T16:46:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Turbinas eólicas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;As turbinas eólicas,&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ou aerogeradores, são equipamentos capazes de converter a energia cinética do ar (que se desloca devido às diferenças de pressão atmosférica terrestre, causadas por diferenças de temperatura na superfície terrestre – é uma energia derivada da solar em energia elétrica – utilidade usada em praticamente todas as ações industriais e do quotidiano. As turbinas eólicas são compostas por pás, como um cata-vento, que o vento faz girar, convertendo a energia cinética deste em energia mecânica. As pás estão ligadas a um eixo que, por sua vez, está ligado a um gerador, sendo nele que é feita a conversão de energia mecânica em energia elétrica. As turbinas são geralmente instaladas na forma de parques eólicos, com vários aerogeradores de grandes dimensões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia gerada pelas turbinas eólicas depende da densidade do ar, da área das pás e principalmente da velocidade do vento – a energia potencial da turbina depende do cubo da velocidade do vento perpendicular às pás–. A energia máxima passível de ser retirada do vento com aerogeradores está limitada 59.3% (16/27). Este valor foi determinado pelo físico alemão Albert Betz, e é chamado limite ou lei de Betz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por esta razão os parques eólicos são geralmente instalados em zonas ventosas, onde o potencial eólico é maior, sobre torres elevadas (onde o vento não é tão afetado pelo relevo do solo). Os aerogeradores podem também ser instalados no mar, onde a presença de vento é mais regular. Normalmente só é adequado fazer parques eólicos para velocidade de vento superiores a 4 m/s, permitindo assim classificar as turbinas através do parâmetro .WPD (&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density)&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas turbinas são responsáveis pela produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, não poluentes e que reduzem a dependência de combustíveis fosseis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density&amp;#039;&amp;#039; (WPD)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot;&amp;gt;Autor Desconhecido. (s.d.). [[wikipedia:Wind_turbine|Turbinas Eólicas (Wikipédia)]]. Wikipédia. Consultado em 19 de fevereiro de 2019&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O WPD trata-se de uma medida quantitativa da energia eólica disponível numa região, determinada através da média anual de energia disponível por metro quadrado. Este parâmetro permite classificar as turbinas eólicas, numa escala de I a III, consoante a velocidade média do vento para a qual foram projetadas, indicando ainda a intensidade da turbulência suportadas, através das letras A, B e C. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Classificação das turbinas eólicas consoante a velocidade média do vento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
!Class&lt;br /&gt;
!Avg Wind Speed (m/s)&lt;br /&gt;
!Turbulence (%)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IA&lt;br /&gt;
|10&lt;br /&gt;
|16&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IB&lt;br /&gt;
|10&lt;br /&gt;
|14&lt;br /&gt;
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|IC&lt;br /&gt;
|10&lt;br /&gt;
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|IIA&lt;br /&gt;
|8.5&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
|IIB&lt;br /&gt;
|8.5&lt;br /&gt;
|14&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIC&lt;br /&gt;
|8.5&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIIA&lt;br /&gt;
|7.5&lt;br /&gt;
|16&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIIB&lt;br /&gt;
|7.5&lt;br /&gt;
|14&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIIC&lt;br /&gt;
|7.5&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GE-turbine.gif|miniaturadaimagem|Fonte: [https://www.gerenewableenergy.com/wind-energy/turbines.html GE Renewable Energy]]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Constituição&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os aerogeradores têm vários componentes. Os componentes fundamentais são o eixo ou rotor, um gerador elétrico e respetivo sistema de controlo, e a torre de suporte. O rotor é o componente destinado a converter a energia cinética do vento em energia mecânica, e pode ser de 2 tipos. Dependendo do tipo de rotor têm-se 2 aerogeradores diferentes. Este equipamento engloba também as pás, que podem ser de madeira, alumínio, aço, fibra de vidro, fibra de carbono e/ou Kevlar™. A área das pás é fundamental na quantidade de energia que o aerogerador consegue produzir. O rotor pode rodar sobre o seu próprio eixo, mas permite também que o plano das pás faça um certo ângulo com a horizontal, adaptando-se à direção do vento. As pás também podem rodar ligeiramente sobre o seu próprio eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gerador é o elemento responsável pela conversão da energia mecânica em energia elétrica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas das características das turbinas eólicas são essenciais ao funcionamento das mesmas, de modo a garantir a eficiência de operação dentro da gama de valores possíveis, bem como a correta distribuição para a rede de energia. São estas as seguintes:&amp;lt;ref&amp;gt;Autor desconhecido. (s.d.). [https://www.acciona.com/renewable-energy/wind-power/wind-turbines/ Wind Turbines]. &amp;#039;&amp;#039;Acciona.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 20 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Orientação automática:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; As turbinas eólicas orientam-se automaticamente para tirar o maior proveito da energia cinética do vento. Estas movem-se sobre um eixo localizado no topo da torre.&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Movimento das pás:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Através da ação do vento, as pás começam-se a deslocar a partir de velocidades de cerca de 3,5 m/s e atingem um máximo de eficiência para velocidades na ordem dos 11 m/s. Em casos de ventos extremos (25 m/s ou superior), existe um mecanismo de segurança que abranda as pás e, consequentemente, a produção de energia, por forma a evitar voltagens excessivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Transporte da energia gerada:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; A energia produzida é encaminhada até à base do aerogerador, e posteriormente conduzida até uma sub-estação, onde se aumenta a sua voltagem para permitir a incorporação na rede elétrica e assim a sua distribuição e uso. Todo este processo pode ser esquematizado pela figura, abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Subestacao.png|centro|miniaturadaimagem|580x580px|Esquema do trajeto de produção, incorporação e distribuição de energia elétrica na rede. Fonte: &amp;#039;&amp;#039;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Office of Energy and Renewable Energy]&amp;#039;&amp;#039;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Controlo e Monitorização:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Todas as funções críticas das turbinas eólicas são monitorizadas e supervisionadas na subestação e no centro de controlo, de forma a detetar e resolver quaisquer falhas ou incidentes que se possam verificar. Existe ainda, no topo do aerogerador, um aparelho de registo de informação relativa às correntes de vento (velocidade e direção).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Princípios de Funcionamento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformação da energia fornecida pelo vento em energia elétrica dá-se a partir da força aerodinâmica criada pelas pás do rotor. Quando a corrente de ar circula através destas, a pressão em um dos lados das pás diminui, originando uma &amp;#039;&amp;#039;driving-force&amp;#039;&amp;#039; que causa um efeito de arrastamento e elevação das pás. Como a força de elevação é superior à de arrastamento, o rotor começa a girar, e, estando conectado a um gerador (direta ou indiretamente), permite que este transforme a energia mecânica em energia elétrica. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Autor Desconhecido. (s.d.). How Do Wind Turbines Work?. &amp;#039;&amp;#039;Office of Energy &amp;amp; Renewable Energy&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 19 de fevereiro de 2019.]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas turbinas eólicas mais antigas, o gerado encontra-se ligado indiretamente ao rotor, através de condutas e de uma caixa de transmissão (&amp;#039;&amp;#039;gearbox)&amp;#039;&amp;#039;. Nestes casos, os rolamentos e engrenagens existentes na &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; estão sujeitos a tensões extremas, derivadas da turbulência do ar, tornando a manutenção deste componente da turbina uma tarefa frequente e de elevada importância. Em turbinas mais recentes, a ligação entre o rotor e o gerador é feita diretamente, removendo os componentes anteriormente mencionados, o que a torna mais confiável em termos de desempenho. No entanto, utilizando este método de conexão, existem problemas associados ao custo e ao peso do gerador, uma vez que se utilizam geradores de alta velocidade. &amp;lt;ref&amp;gt;Lindsay Morris. (2011). [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Direct Drive vs. Gearbox: Progress on Both Fronts]. &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 19 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Ligacao direta.jpg|miniaturadaimagem|Turbina com ligação direta. Fonte: [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering&amp;#039;&amp;#039;] ]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Gearbox.jpg|miniaturadaimagem|Turbina Eólica com &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039;. Fonte: &amp;#039;&amp;#039;[https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Power Engineering]&amp;#039;&amp;#039;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Tipos de turbinas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eixo Horizontal (HAWT)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São o tipo de turbinas eólicas mais comuns e, como o nome indica, o eixo encontra-se na posição horizontal. No mesmo plano estão o rotor, gearbox e gerador, posicionados no topo da torre. As HAWT têm como principal desvantagem o facto de as pás terem de estar apontadas na direção do vento. A regulação da sua posição é feita automaticamente por computadores com recurso a sensores. As pás são posicionadas de forma estratégica para evitar problemas que possam surgir com a grande turbulência gerada, são colocadas por exemplo contra o vento e a uma determinada distancia, na frente da torre, para o caso das pás se inclinarem com a turbulência. As HAWT são as que mais energia produzem, visto que as pás estão na perpendicular à direção do vento e todas trabalham. Nos grandes parques eólicos são frequentes as turbinas de 3 pás que são as que melhor conseguem conciliar a velocidade das pás com a estabilidade da estrutura. A maior altura e comprimento das pás favorece a geração de energia. Os grandes custos iniciais e de manutenção, são as suas principais desvantagens.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Tabela turbinas.png|miniaturadaimagem|Comparação entre turbinas de eixo horizontal e vertical. Fonte: [http://www.windturbinestar.com/hawt-vs-vawt.html Aeolos]|279x279px]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eixo Vertical&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O eixo rotacional encontra-se na posição vertical, perpendicular ao solo. Neste género de turbinas destacam-se as do tipo Savonius e Darrieus, as quais funcionam a partir de forças de arrasto e de sustentação, respetivamente. Estas possuem o gerador e a &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; na base da turbina, junto ao solo, o que é um fator vantajoso para a sua acessibilidade e manutenção. Umas das principais características destas turbinas é a sua independência em relação à direção do vento, não necessitando de mecanismos para apontar as turbinas ou de pitch, permitindo também a sua instalação em locais onde a direção do vento não é constante. A sua integração em edifícios também é possível. Fácil instalação e transporte são outras das vantagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As suas desvantagens prendem-se com as suas baixas velocidades de rotação, baixas eficiências, já que apenas uma lamina trabalha (em comparação com HAWT onde todas contribuem para a geração elétrica) e necessidade de um impulso inicial.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Darrieus1.jpg|miniaturadaimagem|172x172px|Turbina Darrieus.  Fonte: [http://ambiente.hsw.uol.com.br/energia-eolica1.htm UOL]|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eficiência&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o princípio da conservação da massa, a quantidade de ar que entra na turbina tem de ser igual à que sai da mesma, limitando a eficiência das mesmas a 59,3% da energia cinética total associada ao ar circulante. Este valor foi obtido através da equação de Bertz, que traduz a máxima potência que é possível obter a partir de uma corrente de ar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, considerando a eficiência máxima e a equação que traduz a energia cinética, e sabendo a velocidade do ar, v&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, e a sua densidade, ρ&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, a potência máxima que pode ser obtida numa turbina eólica é dada por:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Equacao.png|centro|miniaturadaimagem|Equação que permite determinar a potência de um aerogerador]]&lt;br /&gt;
Sendo A a área efetiva do rotor. Há, ainda, outros fatores que afetam o valor final da potência, entre os quais a fricção entre as pás da turbina, e ainda perdas na conversão de energia cinética em energia mecânica, associadas ao rotor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Vantagens e desvantagens&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais vantagens do uso de energia proveniente das turbinas eólicas são o facto de serem de uma fonte renovável e não poluente. Existem outras vantagens que estão relacionadas direta ou indiretamente com o uso das turbinas eólicas, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminuição da dependência de combustíveis fósseis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminui a emissão de gases de efeito de estufa;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Criação de emprego;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Principais desvantagens:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Dependência da presença de vento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Poluição visual e sonora;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem afetar o ecossistema de algumas aves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem causar erosão no solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Produção.png|miniaturadaimagem|Produção de eletricidade por fonte em Portugal, 2017. Fonte: [http://www.apren.pt/pt/dadostecnicos/index.php?id=1147&amp;amp;cat=266 APREN]|250x250px]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Situação em Portugal&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente Portugal produz mais de 5 GW de energia eólica, constituindo 22% da produção elétrica em Portugal. Em 2013 ocupava a sétima posição no ranking de produção de energia eólica na Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia eólica começou a ser produzia em Portugal em 1986 com a criação do primeiro parque eólico na ilha de Porto santo, e em Portugal continental em 1992 no parque eólico de Sines. Em 2013 Portugal tinha já mais de 2500 aerogeradores, sendo Viseu o distrito que mais energia eólica produz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, em 2016 existiam, no total, cerca de 2600 turbinas eólicas instaladas, associadas a uma potência mecânica de aproximadamente 5300 MW.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:APREN.png|miniaturadaimagem|Evolução do sector eólico, até 2016. Fonte: [https://www.apren.pt/contents/files/tempodevida-eolica-21-11-2017.pdf APREN]]]&lt;br /&gt;
Devido à situação geográfica e geomorfológica do País, existe um restrito número de locais onde a instalação das turbinas é eficiente e economicamente viável. Tratam-se de áreas montanhosas, onde a velocidade e regularidade do vento permitem um bom aproveitamento energético, essencialmente em zonas próximas da costa (norte do Tejo e Costa Vicentina, são exemplos de locais com as características necessárias para a instalação). &amp;lt;ref&amp;gt;Autor Desconhecido. (2017). [https://www.apren.pt/contents/files/tempodevida-eolica-21-11-2017.pdf O Futuro do Sector Eólico: Extensão de Vida e Repowering das Centrais Eólicas.] &amp;#039;&amp;#039;APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 20 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos da Energia Elétrica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;lt;ref&amp;gt; Autor Desconhecido. (s.d.). [http://www.dgeg.gov.pt/?cn=636364427558AAAAAAAAAAAA Energia Eólica]. &amp;#039;&amp;#039;DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 20 fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a DGEG – Direção Geral de Energia e Geologia, os custos associados à produção de energia são determinados por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Investimento (aerogerador, fundações, integração na rede)&lt;br /&gt;
*Tempo de vida útil da turbina eólica (20 a 25 anos)&lt;br /&gt;
*Custos de exploração e manutenção&lt;br /&gt;
*Quantidade de energia produzida consoante a velocidade média do vento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Futura.png|miniaturadaimagem|264x264px|Produção Futura em Portugal. Fonte: [http://www.apren.pt/pt/dados-tecnicos-3/dados-nacionais-2/resumo-do-estudo-impacto-macroeconomico-do-setor-da-eletricidade-de-origem-renovavel-em-portugal-2/evolucao-do-sector-da-eletricidade-renovavel-em-portugal-2/evolucao-da-potencia-instalada-em-renovaveis-por-tecnologia-mw/ Apren]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pt.hidroerg.pt/energia-eoacutelica.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.palpitedigital.com/como-funcionam-turbinas-eolicas-geracao-energia/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aerogerador&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://evolucaoenergiaeolica.wordpress.com/aerogerador-de-eixo-horizontal/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.solar.coppe.ufrj.br/eolica/eol_txt.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/horizontal-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/vertical-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Realizado por&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;: Inês Inocêncio e Telmo Rodrigues, no âmbito da disciplina de Integração e Intensificação de Processos, pertencente ao Mestrado Integrado em Engenharia Química (Departamento de Engenharia Química, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2016/2017). &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Revisão, edição e atualização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; por António Aragão e Fábio Ribeiro. 17 de abril de 2019. Integração e Intensificação de Processos, Mestrado Integrado em Engenharia Química &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Turbinas_e%C3%B3licas&amp;diff=990</id>
		<title>Turbinas eólicas</title>
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		<updated>2019-04-17T16:45:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Turbinas eólicas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;As turbinas eólicas,&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ou aerogeradores, são equipamentos capazes de converter a energia cinética do ar (que se desloca devido às diferenças de pressão atmosférica terrestre, causadas por diferenças de temperatura na superfície terrestre – é uma energia derivada da solar em energia elétrica – utilidade usada em praticamente todas as ações industriais e do quotidiano. As turbinas eólicas são compostas por pás, como um cata-vento, que o vento faz girar, convertendo a energia cinética deste em energia mecânica. As pás estão ligadas a um eixo que, por sua vez, está ligado a um gerador, sendo nele que é feita a conversão de energia mecânica em energia elétrica. As turbinas são geralmente instaladas na forma de parques eólicos, com vários aerogeradores de grandes dimensões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia gerada pelas turbinas eólicas depende da densidade do ar, da área das pás e principalmente da velocidade do vento – a energia potencial da turbina depende do cubo da velocidade do vento perpendicular às pás–. A energia máxima passível de ser retirada do vento com aerogeradores está limitada 59.3% (16/27). Este valor foi determinado pelo físico alemão Albert Betz, e é chamado limite ou lei de Betz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por esta razão os parques eólicos são geralmente instalados em zonas ventosas, onde o potencial eólico é maior, sobre torres elevadas (onde o vento não é tão afetado pelo relevo do solo). Os aerogeradores podem também ser instalados no mar, onde a presença de vento é mais regular. Normalmente só é adequado fazer parques eólicos para velocidade de vento superiores a 4 m/s, permitindo assim classificar as turbinas através do parâmetro .WPD (&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density)&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas turbinas são responsáveis pela produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, não poluentes e que reduzem a dependência de combustíveis fosseis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density&amp;#039;&amp;#039; (WPD)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot;&amp;gt;Autor Desconhecido. (s.d.). [[wikipedia:Wind_turbine|Turbinas Eólicas (Wikipédia)]]. Wikipédia. Consultado em 19 de fevereiro de 2019&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O WPD trata-se de uma medida quantitativa da energia eólica disponível numa região, determinada através da média anual de energia disponível por metro quadrado. Este parâmetro permite classificar as turbinas eólicas, numa escala de I a III, consoante a velocidade média do vento para a qual foram projetadas, indicando ainda a intensidade da turbulência suportadas, através das letras A, B e C. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Classificação das turbinas eólicas consoante a velocidade média do vento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
!Class&lt;br /&gt;
!Avg Wind Speed (m/s)&lt;br /&gt;
!Turbulence (%)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IA&lt;br /&gt;
|10&lt;br /&gt;
|16&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IB&lt;br /&gt;
|10&lt;br /&gt;
|14&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IC&lt;br /&gt;
|10&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIA&lt;br /&gt;
|8.5&lt;br /&gt;
|16&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIB&lt;br /&gt;
|8.5&lt;br /&gt;
|14&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIC&lt;br /&gt;
|8.5&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIIA&lt;br /&gt;
|7.5&lt;br /&gt;
|16&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIIB&lt;br /&gt;
|7.5&lt;br /&gt;
|14&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIIC&lt;br /&gt;
|7.5&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GE-turbine.gif|miniaturadaimagem|Fonte: [https://www.gerenewableenergy.com/wind-energy/turbines.html GE Renewable Energy]]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Constituição&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os aerogeradores têm vários componentes. Os componentes fundamentais são o eixo ou rotor, um gerador elétrico e respetivo sistema de controlo, e a torre de suporte. O rotor é o componente destinado a converter a energia cinética do vento em energia mecânica, e pode ser de 2 tipos. Dependendo do tipo de rotor têm-se 2 aerogeradores diferentes. Este equipamento engloba também as pás, que podem ser de madeira, alumínio, aço, fibra de vidro, fibra de carbono e/ou Kevlar™. A área das pás é fundamental na quantidade de energia que o aerogerador consegue produzir. O rotor pode rodar sobre o seu próprio eixo, mas permite também que o plano das pás faça um certo ângulo com a horizontal, adaptando-se à direção do vento. As pás também podem rodar ligeiramente sobre o seu próprio eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gerador é o elemento responsável pela conversão da energia mecânica em energia elétrica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas das características das turbinas eólicas são essenciais ao funcionamento das mesmas, de modo a garantir a eficiência de operação dentro da gama de valores possíveis, bem como a correta distribuição para a rede de energia. São estas as seguintes:&amp;lt;ref&amp;gt;Autor desconhecido. (s.d.). [https://www.acciona.com/renewable-energy/wind-power/wind-turbines/ Wind Turbines]. &amp;#039;&amp;#039;Acciona.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 20 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Orientação automática:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; As turbinas eólicas orientam-se automaticamente para tirar o maior proveito da energia cinética do vento. Estas movem-se sobre um eixo localizado no topo da torre.&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Movimento das pás:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Através da ação do vento, as pás começam-se a deslocar a partir de velocidades de cerca de 3,5 m/s e atingem um máximo de eficiência para velocidades na ordem dos 11 m/s. Em casos de ventos extremos (25 m/s ou superior), existe um mecanismo de segurança que abranda as pás e, consequentemente, a produção de energia, por forma a evitar voltagens excessivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Transporte da energia gerada:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; A energia produzida é encaminhada até à base do aerogerador, e posteriormente conduzida até uma sub-estação, onde se aumenta a sua voltagem para permitir a incorporação na rede elétrica e assim a sua distribuição e uso. Todo este processo pode ser esquematizado pela figura, abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Subestacao.png|centro|miniaturadaimagem|580x580px|Esquema do trajeto de produção, incorporação e distribuição de energia elétrica na rede. Fonte: &amp;#039;&amp;#039;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Office of Energy and Renewable Energy]&amp;#039;&amp;#039;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Controlo e Monitorização:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Todas as funções críticas das turbinas eólicas são monitorizadas e supervisionadas na subestação e no centro de controlo, de forma a detetar e resolver quaisquer falhas ou incidentes que se possam verificar. Existe ainda, no topo do aerogerador, um aparelho de registo de informação relativa às correntes de vento (velocidade e direção).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Princípios de Funcionamento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformação da energia fornecida pelo vento em energia elétrica dá-se a partir da força aerodinâmica criada pelas pás do rotor. Quando a corrente de ar circula através destas, a pressão em um dos lados das pás diminui, originando uma &amp;#039;&amp;#039;driving-force&amp;#039;&amp;#039; que causa um efeito de arrastamento e elevação das pás. Como a força de elevação é superior à de arrastamento, o rotor começa a girar, e, estando conectado a um gerador (direta ou indiretamente), permite que este transforme a energia mecânica em energia elétrica. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Autor Desconhecido. (s.d.). How Do Wind Turbines Work?. &amp;#039;&amp;#039;Office of Energy &amp;amp; Renewable Energy&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 19 de fevereiro de 2019.]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas turbinas eólicas mais antigas, o gerado encontra-se ligado indiretamente ao rotor, através de condutas e de uma caixa de transmissão (&amp;#039;&amp;#039;gearbox)&amp;#039;&amp;#039;. Nestes casos, os rolamentos e engrenagens existentes na &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; estão sujeitos a tensões extremas, derivadas da turbulência do ar, tornando a manutenção deste componente da turbina uma tarefa frequente e de elevada importância. Em turbinas mais recentes, a ligação entre o rotor e o gerador é feita diretamente, removendo os componentes anteriormente mencionados, o que a torna mais confiável em termos de desempenho. No entanto, utilizando este método de conexão, existem problemas associados ao custo e ao peso do gerador, uma vez que se utilizam geradores de alta velocidade. &amp;lt;ref&amp;gt;Lindsay Morris. (2011). [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Direct Drive vs. Gearbox: Progress on Both Fronts]. &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 19 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Ligacao direta.jpg|miniaturadaimagem|Turbina com ligação direta. Fonte: [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering&amp;#039;&amp;#039;] ]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Gearbox.jpg|miniaturadaimagem|Turbina Eólica com &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039;. Fonte: &amp;#039;&amp;#039;[https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Power Engineering]&amp;#039;&amp;#039;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Tipos de turbinas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eixo Horizontal (HAWT)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São o tipo de turbinas eólicas mais comuns e, como o nome indica, o eixo encontra-se na posição horizontal. No mesmo plano estão o rotor, gearbox e gerador, posicionados no topo da torre. As HAWT têm como principal desvantagem o facto de as pás terem de estar apontadas na direção do vento. A regulação da sua posição é feita automaticamente por computadores com recurso a sensores. As pás são posicionadas de forma estratégica para evitar problemas que possam surgir com a grande turbulência gerada, são colocadas por exemplo contra o vento e a uma determinada distancia, na frente da torre, para o caso das pás se inclinarem com a turbulência. As HAWT são as que mais energia produzem, visto que as pás estão na perpendicular à direção do vento e todas trabalham. Nos grandes parques eólicos são frequentes as turbinas de 3 pás que são as que melhor conseguem conciliar a velocidade das pás com a estabilidade da estrutura. A maior altura e comprimento das pás favorece a geração de energia. Os grandes custos iniciais e de manutenção, são as suas principais desvantagens.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Tabela turbinas.png|miniaturadaimagem|Comparação entre turbinas de eixo horizontal e vertical. Fonte: [http://www.windturbinestar.com/hawt-vs-vawt.html Aeolos]|279x279px]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eixo Vertical&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O eixo rotacional encontra-se na posição vertical, perpendicular ao solo. Neste género de turbinas destacam-se as do tipo Savonius e Darrieus, as quais funcionam a partir de forças de arrasto e de sustentação, respetivamente. Estas possuem o gerador e a &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; na base da turbina, junto ao solo, o que é um fator vantajoso para a sua acessibilidade e manutenção. Umas das principais características destas turbinas é a sua independência em relação à direção do vento, não necessitando de mecanismos para apontar as turbinas ou de pitch, permitindo também a sua instalação em locais onde a direção do vento não é constante. A sua integração em edifícios também é possível. Fácil instalação e transporte são outras das vantagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As suas desvantagens prendem-se com as suas baixas velocidades de rotação, baixas eficiências, já que apenas uma lamina trabalha (em comparação com HAWT onde todas contribuem para a geração elétrica) e necessidade de um impulso inicial.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Darrieus1.jpg|miniaturadaimagem|172x172px|Turbina Darrieus.  Fonte: [http://ambiente.hsw.uol.com.br/energia-eolica1.htm UOL]|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eficiência&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o princípio da conservação da massa, a quantidade de ar que entra na turbina tem de ser igual à que sai da mesma, limitando a eficiência das mesmas a 59,3% da energia cinética total associada ao ar circulante. Este valor foi obtido através da equação de Bertz, que traduz a máxima potência que é possível obter a partir de uma corrente de ar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, considerando a eficiência máxima e a equação que traduz a energia cinética, e sabendo a velocidade do ar, v&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, e a sua densidade, ρ&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, a potência máxima que pode ser obtida numa turbina eólica é dada por:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Equacao.png|centro|miniaturadaimagem|Equação que permite determinar a potência de um aerogerador]]&lt;br /&gt;
Sendo A a área efetiva do rotor. Há, ainda, outros fatores que afetam o valor final da potência, entre os quais a fricção entre as pás da turbina, e ainda perdas na conversão de energia cinética em energia mecânica, associadas ao rotor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Vantagens e desvantagens&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais vantagens do uso de energia proveniente das turbinas eólicas são o facto de serem de uma fonte renovável e não poluente. Existem outras vantagens que estão relacionadas direta ou indiretamente com o uso das turbinas eólicas, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminuição da dependência de combustíveis fósseis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminui a emissão de gases de efeito de estufa;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Criação de emprego;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Principais desvantagens:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Dependência da presença de vento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Poluição visual e sonora;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem afetar o ecossistema de algumas aves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem causar erosão no solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Produção.png|miniaturadaimagem|Produção de eletricidade por fonte em Portugal, 2017. Fonte: [http://www.apren.pt/pt/dadostecnicos/index.php?id=1147&amp;amp;cat=266 APREN]|250x250px]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Situação em Portugal&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente Portugal produz mais de 5 GW de energia eólica, constituindo 22% da produção elétrica em Portugal. Em 2013 ocupava a sétima posição no ranking de produção de energia eólica na Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia eólica começou a ser produzia em Portugal em 1986 com a criação do primeiro parque eólico na ilha de Porto santo, e em Portugal continental em 1992 no parque eólico de Sines. Em 2013 Portugal tinha já mais de 2500 aerogeradores, sendo Viseu o distrito que mais energia eólica produz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, em 2016 existiam, no total, cerca de 2600 turbinas eólicas instaladas, associadas a uma potência mecânica de aproximadamente 5300 MW.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:APREN.png|miniaturadaimagem|Evolução do sector eólico, até 2016. Fonte: [https://www.apren.pt/contents/files/tempodevida-eolica-21-11-2017.pdf APREN]]]&lt;br /&gt;
Devido à situação geográfica e geomorfológica do País, existe um restrito número de locais onde a instalação das turbinas é eficiente e economicamente viável. Tratam-se de áreas montanhosas, onde a velocidade e regularidade do vento permitem um bom aproveitamento energético, essencialmente em zonas próximas da costa (norte do Tejo e Costa Vicentina, são exemplos de locais com as características necessárias para a instalação). &amp;lt;ref&amp;gt;Autor Desconhecido. (2017). [https://www.apren.pt/contents/files/tempodevida-eolica-21-11-2017.pdf O Futuro do Sector Eólico: Extensão de Vida e Repowering das Centrais Eólicas.] &amp;#039;&amp;#039;APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 20 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos da Energia Elétrica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;lt;ref&amp;gt; Autor Desconhecido. (s.d.). [http://www.dgeg.gov.pt/?cn=636364427558AAAAAAAAAAAA Energia Eólica]. &amp;#039;&amp;#039;DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 20 fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a DGEG – Direção Geral de Energia e Geologia, os custos associados à produção de energia são determinados por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Investimento (aerogerador, fundações, integração na rede)&lt;br /&gt;
*Tempo de vida útil da turbina eólica (20 a 25 anos)&lt;br /&gt;
*Custos de exploração e manutenção&lt;br /&gt;
*Quantidade de energia produzida consoante a velocidade média do vento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Futura.png|miniaturadaimagem|264x264px|Produção Futura em Portugal. Fonte: [http://www.apren.pt/pt/dados-tecnicos-3/dados-nacionais-2/resumo-do-estudo-impacto-macroeconomico-do-setor-da-eletricidade-de-origem-renovavel-em-portugal-2/evolucao-do-sector-da-eletricidade-renovavel-em-portugal-2/evolucao-da-potencia-instalada-em-renovaveis-por-tecnologia-mw/ Apren]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pt.hidroerg.pt/energia-eoacutelica.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.palpitedigital.com/como-funcionam-turbinas-eolicas-geracao-energia/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aerogerador&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://evolucaoenergiaeolica.wordpress.com/aerogerador-de-eixo-horizontal/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.solar.coppe.ufrj.br/eolica/eol_txt.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/horizontal-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/vertical-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Realizado por&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;: Inês Inocêncio e Telmo Rodrigues, no âmbito da disciplina de Integração e Intensificação de Processos, pertencente ao Mestrado Integrado em Engenharia Química (Departamento de Engenharia Química, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2016/2017). &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Revisão, edição e atualização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; por António Aragão e Fábio Ribeiro. 17 de abril de 2019. Integração e Intensificação de Processos, Mestrado Integrado em Engenharia Química &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Turbinas_e%C3%B3licas&amp;diff=989</id>
		<title>Turbinas eólicas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Turbinas_e%C3%B3licas&amp;diff=989"/>
		<updated>2019-04-17T16:44:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Turbinas eólicas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;As turbinas eólicas,&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ou aerogeradores, são equipamentos capazes de converter a energia cinética do ar (que se desloca devido às diferenças de pressão atmosférica terrestre, causadas por diferenças de temperatura na superfície terrestre – é uma energia derivada da solar em energia elétrica – utilidade usada em praticamente todas as ações industriais e do quotidiano. As turbinas eólicas são compostas por pás, como um cata-vento, que o vento faz girar, convertendo a energia cinética deste em energia mecânica. As pás estão ligadas a um eixo que, por sua vez, está ligado a um gerador, sendo nele que é feita a conversão de energia mecânica em energia elétrica. As turbinas são geralmente instaladas na forma de parques eólicos, com vários aerogeradores de grandes dimensões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia gerada pelas turbinas eólicas depende da densidade do ar, da área das pás e principalmente da velocidade do vento – a energia potencial da turbina depende do cubo da velocidade do vento perpendicular às pás–. A energia máxima passível de ser retirada do vento com aerogeradores está limitada 59.3% (16/27). Este valor foi determinado pelo físico alemão Albert Betz, e é chamado limite ou lei de Betz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por esta razão os parques eólicos são geralmente instalados em zonas ventosas, onde o potencial eólico é maior, sobre torres elevadas (onde o vento não é tão afetado pelo relevo do solo). Os aerogeradores podem também ser instalados no mar, onde a presença de vento é mais regular. Normalmente só é adequado fazer parques eólicos para velocidade de vento superiores a 4 m/s, permitindo assim classificar as turbinas através do parâmetro .WPD (&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density)&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas turbinas são responsáveis pela produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, não poluentes e que reduzem a dependência de combustíveis fosseis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density&amp;#039;&amp;#039; (WPD)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot;&amp;gt;Autor Desconhecido. (s.d.). [[wikipedia:Wind_turbine|Turbinas Eólicas (Wikipédia)]]. Wikipédia. Consultado em 19 de fevereiro de 2019&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O WPD trata-se de uma medida quantitativa da energia eólica disponível numa região, determinada através da média anual de energia disponível por metro quadrado. Este parâmetro permite classificar as turbinas eólicas, numa escala de I a III, consoante a velocidade média do vento para a qual foram projetadas, indicando ainda a intensidade da turbulência suportadas, através das letras A, B e C. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Classificação das turbinas eólicas consoante a velocidade média do vento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
!Class&lt;br /&gt;
!Avg Wind Speed (m/s)&lt;br /&gt;
!Turbulence (%)&lt;br /&gt;
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|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GE-turbine.gif|miniaturadaimagem|Fonte: [https://www.gerenewableenergy.com/wind-energy/turbines.html GE Renewable Energy]]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Constituição&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os aerogeradores têm vários componentes. Os componentes fundamentais são o eixo ou rotor, um gerador elétrico e respetivo sistema de controlo, e a torre de suporte. O rotor é o componente destinado a converter a energia cinética do vento em energia mecânica, e pode ser de 2 tipos. Dependendo do tipo de rotor têm-se 2 aerogeradores diferentes. Este equipamento engloba também as pás, que podem ser de madeira, alumínio, aço, fibra de vidro, fibra de carbono e/ou Kevlar™. A área das pás é fundamental na quantidade de energia que o aerogerador consegue produzir. O rotor pode rodar sobre o seu próprio eixo, mas permite também que o plano das pás faça um certo ângulo com a horizontal, adaptando-se à direção do vento. As pás também podem rodar ligeiramente sobre o seu próprio eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gerador é o elemento responsável pela conversão da energia mecânica em energia elétrica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas das características das turbinas eólicas são essenciais ao funcionamento das mesmas, de modo a garantir a eficiência de operação dentro da gama de valores possíveis, bem como a correta distribuição para a rede de energia. São estas as seguintes:&amp;lt;ref&amp;gt;Autor desconhecido. (s.d.). [https://www.acciona.com/renewable-energy/wind-power/wind-turbines/ Wind Turbines]. &amp;#039;&amp;#039;Acciona.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 20 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Orientação automática&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;    As turbinas eólicas orientam-se automaticamente para tirar o maior proveito da energia cinética do vento. Estas movem-se sobre um eixo localizado no topo da torre.&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Movimento das pás&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;   Através da ação do vento, as pás começam-se a deslocar a partir de velocidades de cerca de 3,5 m/s e atingem um máximo de eficiência para velocidades na ordem dos 11 m/s. Em casos de ventos extremos (25 m/s ou superior), existe um mecanismo de segurança que abranda as pás e, consequentemente, a produção de energia, por forma a evitar voltagens excessivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Transporte da energia gerada&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia produzida é encaminhada até à base do aerogerador, e posteriormente conduzida até uma sub-estação, onde se aumenta a sua voltagem para permitir a incorporação na rede elétrica e assim a sua distribuição e uso. Todo este processo pode ser esquematizado pela figura, abaixo.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Subestacao.png|centro|miniaturadaimagem|580x580px|Esquema do trajeto de produção, incorporação e distribuição de energia elétrica na rede. Fonte: &amp;#039;&amp;#039;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Office of Energy and Renewable Energy]&amp;#039;&amp;#039;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Controlo e Monitorização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;   Todas as funções críticas das turbinas eólicas são monitorizadas e supervisionadas na subestação e no centro de controlo, de forma a detetar e resolver quaisquer falhas ou incidentes que se possam verificar. Existe ainda, no topo do aerogerador, um aparelho de registo de informação relativa às correntes de vento (velocidade e direção).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Princípios de Funcionamento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformação da energia fornecida pelo vento em energia elétrica dá-se a partir da força aerodinâmica criada pelas pás do rotor. Quando a corrente de ar circula através destas, a pressão em um dos lados das pás diminui, originando uma &amp;#039;&amp;#039;driving-force&amp;#039;&amp;#039; que causa um efeito de arrastamento e elevação das pás. Como a força de elevação é superior à de arrastamento, o rotor começa a girar, e, estando conectado a um gerador (direta ou indiretamente), permite que este transforme a energia mecânica em energia elétrica. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Autor Desconhecido. (s.d.). How Do Wind Turbines Work?. &amp;#039;&amp;#039;Office of Energy &amp;amp; Renewable Energy&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 19 de fevereiro de 2019.]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas turbinas eólicas mais antigas, o gerado encontra-se ligado indiretamente ao rotor, através de condutas e de uma caixa de transmissão (&amp;#039;&amp;#039;gearbox)&amp;#039;&amp;#039;. Nestes casos, os rolamentos e engrenagens existentes na &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; estão sujeitos a tensões extremas, derivadas da turbulência do ar, tornando a manutenção deste componente da turbina uma tarefa frequente e de elevada importância. Em turbinas mais recentes, a ligação entre o rotor e o gerador é feita diretamente, removendo os componentes anteriormente mencionados, o que a torna mais confiável em termos de desempenho. No entanto, utilizando este método de conexão, existem problemas associados ao custo e ao peso do gerador, uma vez que se utilizam geradores de alta velocidade. &amp;lt;ref&amp;gt;Lindsay Morris. (2011). [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Direct Drive vs. Gearbox: Progress on Both Fronts]. &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 19 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Ligacao direta.jpg|miniaturadaimagem|Turbina com ligação direta. Fonte: [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering&amp;#039;&amp;#039;] ]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Gearbox.jpg|miniaturadaimagem|Turbina Eólica com &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039;. Fonte: &amp;#039;&amp;#039;[https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Power Engineering]&amp;#039;&amp;#039;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Tipos de turbinas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eixo Horizontal (HAWT)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São o tipo de turbinas eólicas mais comuns e, como o nome indica, o eixo encontra-se na posição horizontal. No mesmo plano estão o rotor, gearbox e gerador, posicionados no topo da torre. As HAWT têm como principal desvantagem o facto de as pás terem de estar apontadas na direção do vento. A regulação da sua posição é feita automaticamente por computadores com recurso a sensores. As pás são posicionadas de forma estratégica para evitar problemas que possam surgir com a grande turbulência gerada, são colocadas por exemplo contra o vento e a uma determinada distancia, na frente da torre, para o caso das pás se inclinarem com a turbulência. As HAWT são as que mais energia produzem, visto que as pás estão na perpendicular à direção do vento e todas trabalham. Nos grandes parques eólicos são frequentes as turbinas de 3 pás que são as que melhor conseguem conciliar a velocidade das pás com a estabilidade da estrutura. A maior altura e comprimento das pás favorece a geração de energia. Os grandes custos iniciais e de manutenção, são as suas principais desvantagens.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Tabela turbinas.png|miniaturadaimagem|Comparação entre turbinas de eixo horizontal e vertical. Fonte: [http://www.windturbinestar.com/hawt-vs-vawt.html Aeolos]|279x279px]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eixo Vertical&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O eixo rotacional encontra-se na posição vertical, perpendicular ao solo. Neste género de turbinas destacam-se as do tipo Savonius e Darrieus, as quais funcionam a partir de forças de arrasto e de sustentação, respetivamente. Estas possuem o gerador e a &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; na base da turbina, junto ao solo, o que é um fator vantajoso para a sua acessibilidade e manutenção. Umas das principais características destas turbinas é a sua independência em relação à direção do vento, não necessitando de mecanismos para apontar as turbinas ou de pitch, permitindo também a sua instalação em locais onde a direção do vento não é constante. A sua integração em edifícios também é possível. Fácil instalação e transporte são outras das vantagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As suas desvantagens prendem-se com as suas baixas velocidades de rotação, baixas eficiências, já que apenas uma lamina trabalha (em comparação com HAWT onde todas contribuem para a geração elétrica) e necessidade de um impulso inicial.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Darrieus1.jpg|miniaturadaimagem|172x172px|Turbina Darrieus.  Fonte: [http://ambiente.hsw.uol.com.br/energia-eolica1.htm UOL]|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eficiência&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o princípio da conservação da massa, a quantidade de ar que entra na turbina tem de ser igual à que sai da mesma, limitando a eficiência das mesmas a 59,3% da energia cinética total associada ao ar circulante. Este valor foi obtido através da equação de Bertz, que traduz a máxima potência que é possível obter a partir de uma corrente de ar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, considerando a eficiência máxima e a equação que traduz a energia cinética, e sabendo a velocidade do ar, v&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, e a sua densidade, ρ&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, a potência máxima que pode ser obtida numa turbina eólica é dada por:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Equacao.png|centro|miniaturadaimagem|Equação que permite determinar a potência de um aerogerador]]&lt;br /&gt;
Sendo A a área efetiva do rotor. Há, ainda, outros fatores que afetam o valor final da potência, entre os quais a fricção entre as pás da turbina, e ainda perdas na conversão de energia cinética em energia mecânica, associadas ao rotor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Vantagens e desvantagens&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais vantagens do uso de energia proveniente das turbinas eólicas são o facto de serem de uma fonte renovável e não poluente. Existem outras vantagens que estão relacionadas direta ou indiretamente com o uso das turbinas eólicas, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminuição da dependência de combustíveis fósseis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminui a emissão de gases de efeito de estufa;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Criação de emprego;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Principais desvantagens:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Dependência da presença de vento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Poluição visual e sonora;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem afetar o ecossistema de algumas aves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem causar erosão no solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Produção.png|miniaturadaimagem|Produção de eletricidade por fonte em Portugal, 2017. Fonte: [http://www.apren.pt/pt/dadostecnicos/index.php?id=1147&amp;amp;cat=266 APREN]|250x250px]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Situação em Portugal&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente Portugal produz mais de 5 GW de energia eólica, constituindo 22% da produção elétrica em Portugal. Em 2013 ocupava a sétima posição no ranking de produção de energia eólica na Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia eólica começou a ser produzia em Portugal em 1986 com a criação do primeiro parque eólico na ilha de Porto santo, e em Portugal continental em 1992 no parque eólico de Sines. Em 2013 Portugal tinha já mais de 2500 aerogeradores, sendo Viseu o distrito que mais energia eólica produz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, em 2016 existiam, no total, cerca de 2600 turbinas eólicas instaladas, associadas a uma potência mecânica de aproximadamente 5300 MW.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:APREN.png|miniaturadaimagem|Evolução do sector eólico, até 2016. Fonte: [https://www.apren.pt/contents/files/tempodevida-eolica-21-11-2017.pdf APREN]]]&lt;br /&gt;
Devido à situação geográfica e geomorfológica do País, existe um restrito número de locais onde a instalação das turbinas é eficiente e economicamente viável. Tratam-se de áreas montanhosas, onde a velocidade e regularidade do vento permitem um bom aproveitamento energético, essencialmente em zonas próximas da costa (norte do Tejo e Costa Vicentina, são exemplos de locais com as características necessárias para a instalação). &amp;lt;ref&amp;gt;Autor Desconhecido. (2017). [https://www.apren.pt/contents/files/tempodevida-eolica-21-11-2017.pdf O Futuro do Sector Eólico: Extensão de Vida e Repowering das Centrais Eólicas.] &amp;#039;&amp;#039;APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 20 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos da Energia Elétrica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;lt;ref&amp;gt; Autor Desconhecido. (s.d.). [http://www.dgeg.gov.pt/?cn=636364427558AAAAAAAAAAAA Energia Eólica]. &amp;#039;&amp;#039;DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 20 fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a DGEG – Direção Geral de Energia e Geologia, os custos associados à produção de energia são determinados por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Investimento (aerogerador, fundações, integração na rede)&lt;br /&gt;
*Tempo de vida útil da turbina eólica (20 a 25 anos)&lt;br /&gt;
*Custos de exploração e manutenção&lt;br /&gt;
*Quantidade de energia produzida consoante a velocidade média do vento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Futura.png|miniaturadaimagem|264x264px|Produção Futura em Portugal. Fonte: [http://www.apren.pt/pt/dados-tecnicos-3/dados-nacionais-2/resumo-do-estudo-impacto-macroeconomico-do-setor-da-eletricidade-de-origem-renovavel-em-portugal-2/evolucao-do-sector-da-eletricidade-renovavel-em-portugal-2/evolucao-da-potencia-instalada-em-renovaveis-por-tecnologia-mw/ Apren]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pt.hidroerg.pt/energia-eoacutelica.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.palpitedigital.com/como-funcionam-turbinas-eolicas-geracao-energia/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aerogerador&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://evolucaoenergiaeolica.wordpress.com/aerogerador-de-eixo-horizontal/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.solar.coppe.ufrj.br/eolica/eol_txt.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/horizontal-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/vertical-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Realizado por&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;: Inês Inocêncio e Telmo Rodrigues, no âmbito da disciplina de Integração e Intensificação de Processos, pertencente ao Mestrado Integrado em Engenharia Química (Departamento de Engenharia Química, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2016/2017). &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Revisão, edição e atualização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; por António Aragão e Fábio Ribeiro. 17 de abril de 2019. Integração e Intensificação de Processos, Mestrado Integrado em Engenharia Química &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Turbinas_e%C3%B3licas&amp;diff=988</id>
		<title>Turbinas eólicas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Turbinas_e%C3%B3licas&amp;diff=988"/>
		<updated>2019-04-17T16:42:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: Fim da edição. Atualização da situação em Portugal, características dos componentes e novas informacoes provenientes da Tarefa 1 de IIP. Correção de hiperligações já existentes. Todas as fontes utilizadas nesta edicao foram incluidas.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Turbinas eólicas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;As turbinas eólicas,&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ou aerogeradores, são equipamentos capazes de converter a energia cinética do ar (que se desloca devido às diferenças de pressão atmosférica terrestre, causadas por diferenças de temperatura na superfície terrestre – é uma energia derivada da solar em energia elétrica – utilidade usada em praticamente todas as ações industriais e do quotidiano. As turbinas eólicas são compostas por pás, como um cata-vento, que o vento faz girar, convertendo a energia cinética deste em energia mecânica. As pás estão ligadas a um eixo que, por sua vez, está ligado a um gerador, sendo nele que é feita a conversão de energia mecânica em energia elétrica. As turbinas são geralmente instaladas na forma de parques eólicos, com vários aerogeradores de grandes dimensões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia gerada pelas turbinas eólicas depende da densidade do ar, da área das pás e principalmente da velocidade do vento – a energia potencial da turbina depende do cubo da velocidade do vento perpendicular às pás–. A energia máxima passível de ser retirada do vento com aerogeradores está limitada 59.3% (16/27). Este valor foi determinado pelo físico alemão Albert Betz, e é chamado limite ou lei de Betz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por esta razão os parques eólicos são geralmente instalados em zonas ventosas, onde o potencial eólico é maior, sobre torres elevadas (onde o vento não é tão afetado pelo relevo do solo). Os aerogeradores podem também ser instalados no mar, onde a presença de vento é mais regular. Normalmente só é adequado fazer parques eólicos para velocidade de vento superiores a 4 m/s, permitindo assim classificar as turbinas através do parâmetro .WPD (&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density)&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas turbinas são responsáveis pela produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, não poluentes e que reduzem a dependência de combustíveis fosseis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density&amp;#039;&amp;#039; (WPD)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot;&amp;gt;Autor Desconhecido. (s.d.). [[wikipedia:Wind_turbine|Turbinas Eólicas (Wikipédia)]]. Wikipédia. Consultado em 19 de fevereiro de 2019&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O WPD trata-se de uma medida quantitativa da energia eólica disponível numa região, determinada através da média anual de energia disponível por metro quadrado. Este parâmetro permite classificar as turbinas eólicas, numa escala de I a III, consoante a velocidade média do vento para a qual foram projetadas, indicando ainda a intensidade da turbulência suportadas, através das letras A, B e C. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Classificação das turbinas eólicas consoante a velocidade média do vento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
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|7.5&lt;br /&gt;
|16&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIIB&lt;br /&gt;
|7.5&lt;br /&gt;
|14&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IIIC&lt;br /&gt;
|7.5&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GE-turbine.gif|miniaturadaimagem|Fonte: [https://www.gerenewableenergy.com/wind-energy/turbines.html GE Renewable Energy]]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Constituição&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os aerogeradores têm vários componentes. Os componentes fundamentais são o eixo ou rotor, um gerador elétrico e respetivo sistema de controlo, e a torre de suporte. O rotor é o componente destinado a converter a energia cinética do vento em energia mecânica, e pode ser de 2 tipos. Dependendo do tipo de rotor têm-se 2 aerogeradores diferentes. Este equipamento engloba também as pás, que podem ser de madeira, alumínio, aço, fibra de vidro, fibra de carbono e/ou Kevlar™. A área das pás é fundamental na quantidade de energia que o aerogerador consegue produzir. O rotor pode rodar sobre o seu próprio eixo, mas permite também que o plano das pás faça um certo ângulo com a horizontal, adaptando-se à direção do vento. As pás também podem rodar ligeiramente sobre o seu próprio eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gerador é o elemento responsável pela conversão da energia mecânica em energia elétrica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas das características das turbinas eólicas são essenciais ao funcionamento das mesmas, de modo a garantir a eficiência de operação dentro da gama de valores possíveis, bem como a correta distribuição para a rede de energia. São estas as seguintes:&amp;lt;ref&amp;gt;Autor desconhecido. (s.d.). [https://www.acciona.com/renewable-energy/wind-power/wind-turbines/ Wind Turbines]. &amp;#039;&amp;#039;Acciona.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 20 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Orientação automática&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  As turbinas eólicas orientam-se automaticamente para tirar o maior proveito da energia cinética do vento. Estas movem-se sobre um eixo localizado no topo da torre.&lt;br /&gt;
* &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Movimento das pás&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  Através da ação do vento, as pás começam-se a deslocar a partir de velocidades de cerca de 3,5 m/s e atingem um máximo de eficiência para velocidades na ordem dos 11 m/s. Em casos de ventos extremos (25 m/s ou superior), existe um mecanismo de segurança que abranda as pás e, consequentemente, a produção de energia, por forma a evitar voltagens excessivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Transporte da energia gerada&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia produzida é encaminhada até à base do aerogerador, e posteriormente conduzida até uma sub-estação, onde se aumenta a sua voltagem para permitir a incorporação na rede elétrica e assim a sua distribuição e uso. Todo este processo pode ser esquematizado pela figura, abaixo.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Subestacao.png|centro|miniaturadaimagem|580x580px|Esquema do trajeto de produção, incorporação e distribuição de energia elétrica na rede. Fonte: &amp;#039;&amp;#039;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Office of Energy and Renewable Energy]&amp;#039;&amp;#039;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Controlo e Monitorização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  Todas as funções críticas das turbinas eólicas são monitorizadas e supervisionadas na subestação e no centro de controlo, de forma a detetar e resolver quaisquer falhas ou incidentes que se possam verificar. Existe ainda, no topo do aerogerador, um aparelho de registo de informação relativa às correntes de vento (velocidade e direção).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Princípios de Funcionamento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformação da energia fornecida pelo vento em energia elétrica dá-se a partir da força aerodinâmica criada pelas pás do rotor. Quando a corrente de ar circula através destas, a pressão em um dos lados das pás diminui, originando uma &amp;#039;&amp;#039;driving-force&amp;#039;&amp;#039; que causa um efeito de arrastamento e elevação das pás. Como a força de elevação é superior à de arrastamento, o rotor começa a girar, e, estando conectado a um gerador (direta ou indiretamente), permite que este transforme a energia mecânica em energia elétrica. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Autor Desconhecido. (s.d.). How Do Wind Turbines Work?. &amp;#039;&amp;#039;Office of Energy &amp;amp; Renewable Energy&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 19 de fevereiro de 2019.]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas turbinas eólicas mais antigas, o gerado encontra-se ligado indiretamente ao rotor, através de condutas e de uma caixa de transmissão (&amp;#039;&amp;#039;gearbox)&amp;#039;&amp;#039;. Nestes casos, os rolamentos e engrenagens existentes na &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; estão sujeitos a tensões extremas, derivadas da turbulência do ar, tornando a manutenção deste componente da turbina uma tarefa frequente e de elevada importância. Em turbinas mais recentes, a ligação entre o rotor e o gerador é feita diretamente, removendo os componentes anteriormente mencionados, o que a torna mais confiável em termos de desempenho. No entanto, utilizando este método de conexão, existem problemas associados ao custo e ao peso do gerador, uma vez que se utilizam geradores de alta velocidade. &amp;lt;ref&amp;gt;Lindsay Morris. (2011). [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Direct Drive vs. Gearbox: Progress on Both Fronts]. &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 19 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Ligacao direta.jpg|miniaturadaimagem|Turbina com ligação direta. Fonte: [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering&amp;#039;&amp;#039;] ]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Gearbox.jpg|miniaturadaimagem|Turbina Eólica com &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039;. Fonte: &amp;#039;&amp;#039;[https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Power Engineering]&amp;#039;&amp;#039;]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Tipos de turbinas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eixo Horizontal (HAWT)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São o tipo de turbinas eólicas mais comuns e, como o nome indica, o eixo encontra-se na posição horizontal. No mesmo plano estão o rotor, gearbox e gerador, posicionados no topo da torre. As HAWT têm como principal desvantagem o facto de as pás terem de estar apontadas na direção do vento. A regulação da sua posição é feita automaticamente por computadores com recurso a sensores. As pás são posicionadas de forma estratégica para evitar problemas que possam surgir com a grande turbulência gerada, são colocadas por exemplo contra o vento e a uma determinada distancia, na frente da torre, para o caso das pás se inclinarem com a turbulência. As HAWT são as que mais energia produzem, visto que as pás estão na perpendicular à direção do vento e todas trabalham. Nos grandes parques eólicos são frequentes as turbinas de 3 pás que são as que melhor conseguem conciliar a velocidade das pás com a estabilidade da estrutura. A maior altura e comprimento das pás favorece a geração de energia. Os grandes custos iniciais e de manutenção, são as suas principais desvantagens.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Tabela turbinas.png|miniaturadaimagem|Comparação entre turbinas de eixo horizontal e vertical. Fonte: [http://www.windturbinestar.com/hawt-vs-vawt.html Aeolos]|279x279px]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eixo Vertical&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O eixo rotacional encontra-se na posição vertical, perpendicular ao solo. Neste género de turbinas destacam-se as do tipo Savonius e Darrieus, as quais funcionam a partir de forças de arrasto e de sustentação, respetivamente. Estas possuem o gerador e a &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; na base da turbina, junto ao solo, o que é um fator vantajoso para a sua acessibilidade e manutenção. Umas das principais características destas turbinas é a sua independência em relação à direção do vento, não necessitando de mecanismos para apontar as turbinas ou de pitch, permitindo também a sua instalação em locais onde a direção do vento não é constante. A sua integração em edifícios também é possível. Fácil instalação e transporte são outras das vantagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As suas desvantagens prendem-se com as suas baixas velocidades de rotação, baixas eficiências, já que apenas uma lamina trabalha (em comparação com HAWT onde todas contribuem para a geração elétrica) e necessidade de um impulso inicial.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Darrieus1.jpg|miniaturadaimagem|172x172px|Turbina Darrieus.  Fonte: [http://ambiente.hsw.uol.com.br/energia-eolica1.htm UOL]|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eficiência&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o princípio da conservação da massa, a quantidade de ar que entra na turbina tem de ser igual à que sai da mesma, limitando a eficiência das mesmas a 59,3% da energia cinética total associada ao ar circulante. Este valor foi obtido através da equação de Bertz, que traduz a máxima potência que é possível obter a partir de uma corrente de ar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, considerando a eficiência máxima e a equação que traduz a energia cinética, e sabendo a velocidade do ar, v&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, e a sua densidade, ρ&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, a potência máxima que pode ser obtida numa turbina eólica é dada por:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Equacao.png|centro|miniaturadaimagem|Equação que permite determinar a potência de um aerogerador]]&lt;br /&gt;
Sendo A a área efetiva do rotor. Há, ainda, outros fatores que afetam o valor final da potência, entre os quais a fricção entre as pás da turbina, e ainda perdas na conversão de energia cinética em energia mecânica, associadas ao rotor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Vantagens e desvantagens&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais vantagens do uso de energia proveniente das turbinas eólicas são o facto de serem de uma fonte renovável e não poluente. Existem outras vantagens que estão relacionadas direta ou indiretamente com o uso das turbinas eólicas, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminuição da dependência de combustíveis fósseis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminui a emissão de gases de efeito de estufa;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Criação de emprego;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Principais desvantagens:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Dependência da presença de vento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Poluição visual e sonora;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem afetar o ecossistema de algumas aves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem causar erosão no solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Produção.png|miniaturadaimagem|Produção de eletricidade por fonte em Portugal, 2017. Fonte: [http://www.apren.pt/pt/dadostecnicos/index.php?id=1147&amp;amp;cat=266 APREN]|250x250px]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Situação em Portugal&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente Portugal produz mais de 5 GW de energia eólica, constituindo 22% da produção elétrica em Portugal. Em 2013 ocupava a sétima posição no ranking de produção de energia eólica na Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia eólica começou a ser produzia em Portugal em 1986 com a criação do primeiro parque eólico na ilha de Porto santo, e em Portugal continental em 1992 no parque eólico de Sines. Em 2013 Portugal tinha já mais de 2500 aerogeradores, sendo Viseu o distrito que mais energia eólica produz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, em 2016 existiam, no total, cerca de 2600 turbinas eólicas instaladas, associadas a uma potência mecânica de aproximadamente 5300 MW.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:APREN.png|miniaturadaimagem|Evolução do sector eólico, até 2016. Fonte: [https://www.apren.pt/contents/files/tempodevida-eolica-21-11-2017.pdf APREN]]]&lt;br /&gt;
Devido à situação geográfica e geomorfológica do País, existe um restrito número de locais onde a instalação das turbinas é eficiente e economicamente viável. Tratam-se de áreas montanhosas, onde a velocidade e regularidade do vento permitem um bom aproveitamento energético, essencialmente em zonas próximas da costa (norte do Tejo e Costa Vicentina, são exemplos de locais com as características necessárias para a instalação). &amp;lt;ref&amp;gt;Autor Desconhecido. (2017). [https://www.apren.pt/contents/files/tempodevida-eolica-21-11-2017.pdf O Futuro do Sector Eólico: Extensão de Vida e Repowering das Centrais Eólicas.] &amp;#039;&amp;#039;APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 20 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos da Energia Elétrica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;lt;ref&amp;gt; Autor Desconhecido. (s.d.). [http://www.dgeg.gov.pt/?cn=636364427558AAAAAAAAAAAA Energia Eólica]. &amp;#039;&amp;#039;DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 20 fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a DGEG – Direção Geral de Energia e Geologia, os custos associados à produção de energia são determinados por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Investimento (aerogerador, fundações, integração na rede)&lt;br /&gt;
* Tempo de vida útil da turbina eólica (20 a 25 anos)&lt;br /&gt;
* Custos de exploração e manutenção&lt;br /&gt;
* Quantidade de energia produzida consoante a velocidade média do vento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Futura.png|miniaturadaimagem|264x264px|Produção Futura em Portugal. Fonte: [http://www.apren.pt/pt/dados-tecnicos-3/dados-nacionais-2/resumo-do-estudo-impacto-macroeconomico-do-setor-da-eletricidade-de-origem-renovavel-em-portugal-2/evolucao-do-sector-da-eletricidade-renovavel-em-portugal-2/evolucao-da-potencia-instalada-em-renovaveis-por-tecnologia-mw/ Apren]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pt.hidroerg.pt/energia-eoacutelica.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.palpitedigital.com/como-funcionam-turbinas-eolicas-geracao-energia/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aerogerador&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://evolucaoenergiaeolica.wordpress.com/aerogerador-de-eixo-horizontal/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.solar.coppe.ufrj.br/eolica/eol_txt.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/horizontal-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/vertical-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Realizado por&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;: Inês Inocêncio e Telmo Rodrigues, no âmbito da disciplina de Integração e Intensificação de Processos, pertencente ao Mestrado Integrado em Engenharia Química (Departamento de Engenharia Química, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2016/2017). &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Revisão, edição e atualização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; por António Aragão e Fábio Ribeiro. 17 de abril de 2019. Integração e Intensificação de Processos, Mestrado Integrado em Engenharia Química &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Ficheiro:Gearbox.jpg&amp;diff=987</id>
		<title>Ficheiro:Gearbox.jpg</title>
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		<updated>2019-04-17T16:34:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Turbina eólica com gearbox&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<updated>2019-04-17T16:32:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Turbina eólica com ligação direta&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Ficheiro:APREN.png&amp;diff=985</id>
		<title>Ficheiro:APREN.png</title>
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		<updated>2019-04-17T16:26:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Evolucao do setor eolico ate 2016&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<updated>2019-04-17T16:13:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Esquema do trajeto de produção, incorporação e distribuição de energia elétrica na rede&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>Turbinas eólicas</title>
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		<updated>2019-04-17T16:07:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: Primeira edição, a gravar as primeiras alterações. Acrescentou-se o Wind Power Density, a Eficiência e Principios de Funcionamento.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Turbinas eólicas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;As turbinas eólicas,&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ou aerogeradores, são equipamentos capazes de converter a energia cinética do ar (que se desloca devido às diferenças de pressão atmosférica terrestre, causadas por diferenças de temperatura na superfície terrestre – é uma energia derivada da solar em energia elétrica – utilidade usada em praticamente todas as ações industriais e do quotidiano. As turbinas eólicas são compostas por pás, como um cata-vento, que o vento faz girar, convertendo a energia cinética deste em energia mecânica. As pás estão ligadas a um eixo que, por sua vez, está ligado a um gerador, sendo nele que é feita a conversão de energia mecânica em energia elétrica. As turbinas são geralmente instaladas na forma de parques eólicos, com vários aerogeradores de grandes dimensões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A energia gerada pelas turbinas eólicas depende da densidade do ar, da área das pás e principalmente da velocidade do vento – a energia potencial da turbina depende do cubo da velocidade do vento perpendicular às pás–. A energia máxima passível de ser retirada do vento com aerogeradores está limitada 59.3% (16/27). Este valor foi determinado pelo físico alemão Albert Betz, e é chamado limite ou lei de Betz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por esta razão os parques eólicos são geralmente instalados em zonas ventosas, onde o potencial eólico é maior, sobre torres elevadas (onde o vento não é tão afetado pelo relevo do solo). Os aerogeradores podem também ser instalados no mar, onde a presença de vento é mais regular. Normalmente só é adequado fazer parques eólicos para velocidade de vento superiores a 4 m/s, permitindo assim classificar as turbinas através do parâmetro .WPD (&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density)&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas turbinas são responsáveis pela produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, não poluentes e que reduzem a dependência de combustíveis fosseis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Wind Power Density&amp;#039;&amp;#039; (WPD)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot;&amp;gt;Autor Desconhecido. (s.d.). [[wikipedia:Wind_turbine|Turbinas Eólicas (Wikipédia)]]. Wikipédia. Consultado em 19 de fevereiro de 2019&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O WPD trata-se de uma medida quantitativa da energia eólica disponível numa região, determinada através da média anual de energia disponível por metro quadrado. Este parâmetro permite classificar as turbinas eólicas, numa escala de I a III, consoante a velocidade média do vento para a qual foram projetadas, indicando ainda a intensidade da turbulência suportadas, através das letras A, B e C. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Classificação das turbinas eólicas consoante a velocidade média do vento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
!Class&lt;br /&gt;
!Avg Wind Speed (m/s)&lt;br /&gt;
!Turbulence (%)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IA&lt;br /&gt;
|10&lt;br /&gt;
|16&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|IB&lt;br /&gt;
|10&lt;br /&gt;
|14&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
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|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GE-turbine.gif|miniaturadaimagem|Fonte: https://www.gerenewableenergy.com/wind-energy/turbines.html]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Constituição&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os aerogeradores têm vários componentes. Os componentes fundamentais são o eixo ou rotor, um gerador elétrico e respetivo sistema de controlo, e a torre de suporte. O rotor é o componente destinado a converter a energia cinética do vento em energia mecânica, e pode ser de 2 tipos. Dependendo do tipo de rotor têm-se 2 aerogeradores diferentes. Este equipamento engloba também as pás, que podem ser de madeira, alumínio, aço, fibra de vidro, fibra de carbono e/ou Kevlar™. A área das pás é fundamental na quantidade de energia que o aerogerador consegue produzir. O rotor pode rodar sobre o seu próprio eixo, mas permite também que o plano das pás faça um certo ângulo com a horizontal, adaptando-se à direção do vento. As pás também podem rodar ligeiramente sobre o seu próprio eixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gerador é o elemento responsável pela conversão da energia mecânica em energia elétrica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Princípios de Funcionamento&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transformação da energia fornecida pelo vento em energia elétrica dá-se a partir da força aerodinâmica criada pelas pás do rotor. Quando a corrente de ar circula através destas, a pressão em um dos lados das pás diminui, originando uma &amp;#039;&amp;#039;driving-force&amp;#039;&amp;#039; que causa um efeito de arrastamento e elevação das pás. Como a força de elevação é superior à de arrastamento, o rotor começa a girar, e, estando conectado a um gerador (direta ou indiretamente), permite que este transforme a energia mecânica em energia elétrica. &amp;lt;ref&amp;gt;[https://www.energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work Autor Desconhecido. (s.d.). How Do Wind Turbines Work?. &amp;#039;&amp;#039;Office of Energy &amp;amp; Renewable Energy&amp;#039;&amp;#039;. Consultado em 19 de fevereiro de 2019.]&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas turbinas eólicas mais antigas, o gerado encontra-se ligado indiretamente ao rotor, através de condutas e de uma caixa de transmissão (&amp;#039;&amp;#039;gearbox)&amp;#039;&amp;#039;. Nestes casos, os rolamentos e engrenagens existentes na &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; estão sujeitos a tensões extremas, derivadas da turbulência do ar, tornando a manutenção deste componente da turbina uma tarefa frequente e de elevada importância. Em turbinas mais recentes, a ligação entre o rotor e o gerador é feita diretamente, removendo os componentes anteriormente mencionados, o que a torna mais confiável em termos de desempenho. No entanto, utilizando este método de conexão, existem problemas associados ao custo e ao peso do gerador, uma vez que se utilizam geradores de alta velocidade. &amp;lt;ref&amp;gt;Lindsay Morris. (2011). [https://www.power-eng.com/articles/print/volume-115/issue-3/features/direct-drive-vs-gearbox-progress-on-both-fronts.html Direct Drive vs. Gearbox: Progress on Both Fronts]. &amp;#039;&amp;#039;Power Engineering.&amp;#039;&amp;#039; Consultado em 19 de fevereiro de 2019.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Tipos de turbinas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eixo Horizontal (HAWT)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São o tipo de turbinas eólicas mais comuns e, como o nome indica, o eixo encontra-se na posição horizontal. No mesmo plano estão o rotor, gearbox e gerador, posicionados no topo da torre. As HAWT têm como principal desvantagem o facto de as pás terem de estar apontadas na direção do vento. A regulação da sua posição é feita automaticamente por computadores com recurso a sensores. As pás são posicionadas de forma estratégica para evitar problemas que possam surgir com a grande turbulência gerada, são colocadas por exemplo contra o vento e a uma determinada distancia, na frente da torre, para o caso das pás se inclinarem com a turbulência. As HAWT são as que mais energia produzem, visto que as pás estão na perpendicular à direção do vento e todas trabalham. Nos grandes parques eólicos são frequentes as turbinas de 3 pás que são as que melhor conseguem conciliar a velocidade das pás com a estabilidade da estrutura. A maior altura e comprimento das pás favorece a geração de energia. Os grandes custos iniciais e de manutenção, são as suas principais desvantagens.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Darrieus1.jpg|miniaturadaimagem|185x185px|Turbina Darrieus.  Fonte:http://ambiente.hsw.uol.com.br/energia-eolica1.htm]]&lt;br /&gt;
Eixo Vertical&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O eixo rotacional encontra-se na posição vertical, perpendicular ao solo. Neste género de turbinas destacam-se as do tipo Savonius e Darrieus, as quais funcionam a partir de forças de arrasto e de sustentação, respetivamente. Estas possuem o gerador e a &amp;#039;&amp;#039;gearbox&amp;#039;&amp;#039; na base da turbina, junto ao solo, o que é um fator vantajoso para a sua acessibilidade e manutenção. Umas das principais características destas turbinas é a sua independência em relação à direção do vento, não necessitando de mecanismos para apontar as turbinas ou de pitch, permitindo também a sua instalação em locais onde a direção do vento não é constante. A sua integração em edifícios também é possível. Fácil instalação e transporte são outras das vantagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As suas desvantagens prendem-se com as suas baixas velocidades de rotação, baixas eficiências, já que apenas uma lamina trabalha (em comparação com HAWT onde todas contribuem para a geração elétrica) e necessidade de um impulso inicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Eficiência&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot; /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o princípio da conservação da massa, a quantidade de ar que entra na turbina tem de ser igual à que sai da mesma, limitando a eficiência das mesmas a 59,3% da energia cinética total associada ao ar circulante. Este valor foi obtido através da equação de Bertz, que traduz a máxima potência que é possível obter a partir de uma corrente de ar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, considerando a eficiência máxima e a equação que traduz a energia cinética, e sabendo a velocidade do ar, v&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, e a sua densidade, ρ&amp;lt;sub&amp;gt;ar&amp;lt;/sub&amp;gt;, a potência máxima que pode ser obtida numa turbina eólica é dada por:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Equacao.png|centro|miniaturadaimagem|Equação que permite determinar a potência de um aerogerador]]&lt;br /&gt;
Sendo A a área efetiva do rotor. Há, ainda, outros fatores que afetam o valor final da potência, entre os quais a fricção entre as pás da turbina, e ainda perdas na conversão de energia cinética em energia mecânica, associadas ao rotor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Vantagens e desvantagens&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Tabela turbinas.png|miniaturadaimagem|Comparação entre turbinas de eixo horizontal e vertical. Fonte:http://www.windturbinestar.com/hawt-vs-vawt.html]]&lt;br /&gt;
As principais vantagens do uso de energia proveniente das turbinas eólicas são o facto de serem de uma fonte renovável e não poluente. Existem outras vantagens que estão relacionadas direta ou indiretamente com o uso das turbinas eólicas, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminuição da dependência de combustíveis fósseis;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Diminui a emissão de gases de efeito de estufa;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Criação de emprego;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Principais desvantagens:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Dependência da presença de vento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Poluição visual e sonora;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem afetar o ecossistema de algumas aves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-       Podem causar erosão no solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Produção.png|miniaturadaimagem|Produção de eletricidade por fonte em Portugal, 2017. Fonte:http://www.apren.pt/pt/dadostecnicos/index.php?id=1147&amp;amp;cat=266]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Situação em Portugal&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente Portugal produz mais de 5 GW de energia eólica, constituindo 22% da produção elétrica em Portugal. Em 2013 ocupava a sétima posição no ranking de produção de energia eólica na Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Energia eólica começou a ser produzia em Portugal em 1986 com a criação do primeiro parque eólico na ilha de Porto santo, e em Portugal continental em 1992 no parque eólico de Sines. Em 2013 Portugal tinha já mais de 2500 aerogeradores, sendo Viseu o distrito que mais energia eólica produz.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Futura.png|nenhum|miniaturadaimagem|575x575px|Produção Futura em Portugal. Fonte: http://www.apren.pt/pt/dados-tecnicos-3/dados-nacionais-2/resumo-do-estudo-impacto-macroeconomico-do-setor-da-eletricidade-de-origem-renovavel-em-portugal-2/evolucao-do-sector-da-eletricidade-renovavel-em-portugal-2/evolucao-da-potencia-instalada-em-renovaveis-por-tecnologia-mw/]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://pt.hidroerg.pt/energia-eoacutelica.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.palpitedigital.com/como-funcionam-turbinas-eolicas-geracao-energia/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aerogerador&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://evolucaoenergiaeolica.wordpress.com/aerogerador-de-eixo-horizontal/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.solar.coppe.ufrj.br/eolica/eol_txt.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/horizontal-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.green-mechanic.com/2013/03/vertical-axis-wind-turbine.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Realizado por: Inês Inocêncio e Telmo Rodrigues, no âmbito da disciplina de Integração e Intensificação de Processos, pertencente ao Mestrado Integrado em Engenharia Química (Departamento de Engenharia Química, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2016/2017). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
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		<updated>2019-04-17T16:01:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;AntonioFigueiredo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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		<author><name>AntonioFigueiredo</name></author>
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