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	<title>DEQWiki - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1207</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T17:23:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Caldeira de condensação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Satyavada H., Baldi S.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;quot;Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation&amp;quot;, &amp;#039;&amp;#039;Energy&amp;#039;&amp;#039;, 2018;142(1):121-29.&amp;lt;/ref&amp;gt;|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figur 2.jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 2:Transferência de calor nas caldeiras de condensação, retirado de &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot; /&amp;gt;|437x199px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot; /&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Transferência de calor nas caldeiras de condensação, retirado de [2]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1204</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T17:17:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ==&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot;&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation 2018;142(1):121-29.&amp;lt;/ref&amp;gt;|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações &amp;lt;ref name=&amp;quot;:0&amp;quot; /&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1202</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1202"/>
		<updated>2019-04-21T17:05:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ==&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de &amp;lt;ref name=&amp;quot;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/ref&amp;gt;|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref name=&amp;quot;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;quot; /&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1197</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T16:56:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ==&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;lt;/ref&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1196</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1196"/>
		<updated>2019-04-21T16:54:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ==&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
::Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;lt;/ref&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
::A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
::O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
::O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
::Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1195</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T16:50:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ==&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;lt;/ref&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1194</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1194"/>
		<updated>2019-04-21T16:49:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;lt;/ref&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1193</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T16:47:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;lt;/ref&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1192</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1192"/>
		<updated>2019-04-21T16:47:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;lt;/ref&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;ref&amp;gt;https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;ref&amp;gt;https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1191</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T16:40:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;lt;/ref&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1190</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1190"/>
		<updated>2019-04-21T16:40:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;ref&amp;gt;Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29&amp;lt;/ref&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;ref&amp;gt;https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung&amp;lt;/ref&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1189</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T16:37:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1188</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1188"/>
		<updated>2019-04-21T16:37:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* História e desenvolvimento notório: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;ref&amp;gt;https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1187</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T16:35:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Referências */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
==&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;==&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1186</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1186"/>
		<updated>2019-04-21T15:33:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2018/2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Categoria:Utilidades_industriais&amp;diff=1185</id>
		<title>Categoria:Utilidades industriais</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Categoria:Utilidades_industriais&amp;diff=1185"/>
		<updated>2019-04-21T15:31:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: Desfez a edição 1179 de JohnnyBaptista (Discussão)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Na maioria dos processos químicos são usadas &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;utilidades&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; para alterar a temperatura ou o estado físico das correntes do processo (por exemplo vapor e água de arrefecimento), como &amp;#039;&amp;#039;fonte de energia&amp;#039;&amp;#039; (electricidades, ar comprimido e fluidos hidráulicos), e para operações diversas como a &amp;#039;&amp;#039;inertização&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;limpeza&amp;#039;&amp;#039;, entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns sistemas de utilidades e equipamentos associados mais comuns são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Combustíveis.&lt;br /&gt;
*Fluidos de transferência de calor.&lt;br /&gt;
*Sistemas de produção de utilidades.&lt;br /&gt;
*Equipamentos de transferência de calor.&lt;br /&gt;
*Equipamentos mecânicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Processos Químicos]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Integração de processos]]&lt;br /&gt;
{{DEFAULTSORT:Utilidades Industriais}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1184</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1184"/>
		<updated>2019-04-21T15:28:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1183</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1183"/>
		<updated>2019-04-21T15:27:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1182</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T15:09:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feito por: Diogo Salgueiro &amp;amp; Johnny Baptista para a cadeira de Integração e Intensificação de Processos - Mestrado Integrado em Engenharia Química, Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category: Utilidades industriais]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1181</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1181"/>
		<updated>2019-04-21T15:04:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: Desfez a edição 1177 de JohnnyBaptista (Discussão)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category: Utilidades industriais]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1180</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T15:03:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: Desfez a edição 1178 de JohnnyBaptista (Discussão)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria: Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Categoria:Utilidades_industriais&amp;diff=1179</id>
		<title>Categoria:Utilidades industriais</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Categoria:Utilidades_industriais&amp;diff=1179"/>
		<updated>2019-04-21T14:53:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: Desfez a edição 1138 de JohnnyBaptista (Discussão)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Na maioria dos processos químicos são usadas &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;utilidades&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; para alterar a temperatura ou o estado físico das correntes do processo (por exemplo vapor e água de arrefecimento), como &amp;#039;&amp;#039;fonte de energia&amp;#039;&amp;#039; (electricidades, ar comprimido e fluidos hidráulicos), e para operações diversas como a &amp;#039;&amp;#039;inertização&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;limpeza&amp;#039;&amp;#039;, entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns sistemas de utilidades e equipamentos associados mais comuns são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Combustíveis.&lt;br /&gt;
*Fluidos de transferência de calor.&lt;br /&gt;
*Sistemas de produção de utilidades.&lt;br /&gt;
*Equipamentos de transferência de calor.&lt;br /&gt;
*Equipamentos mecânicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Processos Químicos]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Integração de processos]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1178</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1178"/>
		<updated>2019-04-21T14:51:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1177</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T14:50:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria: Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1176</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1176"/>
		<updated>2019-04-21T14:47:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category: Utilidades industriais]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1175</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1175"/>
		<updated>2019-04-21T14:46:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Utilidades industriais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Categoria:Utilidades_Indutriais&amp;diff=1174</id>
		<title>Categoria:Utilidades Indutriais</title>
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		<updated>2019-04-21T14:37:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu Categoria:Utilidades Indutriais para o seu redirecionamento Categoria:Caldeiras de Condensação: reverter&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[:Categoria:Caldeiras de Condensação]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1173</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T14:37:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu Categoria:Utilidades Indutriais para o seu redirecionamento Categoria:Caldeiras de Condensação: reverter&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1171</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1171"/>
		<updated>2019-04-21T14:34:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu Caldeiras de Condensação para o seu redirecionamento Categoria:Utilidades Indutriais: reverter&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1169</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T14:17:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu Categoria:Utilidades Indutriais para Caldeiras de Condensação&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
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		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1167"/>
		<updated>2019-04-21T14:16:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu Categoria:Caldeiras de Condensação para Categoria:Utilidades Indutriais&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=DEQWiki_Discuss%C3%A3o:Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1166</id>
		<title>DEQWiki Discussão:Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=DEQWiki_Discuss%C3%A3o:Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1166"/>
		<updated>2019-04-21T14:13:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu DEQWiki Discussão:Caldeiras de Condensação para o seu redirecionamento Categoria:Caldeiras de Condensação&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[:Categoria:Caldeiras de Condensação]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1165</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1165"/>
		<updated>2019-04-21T14:13:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu DEQWiki Discussão:Caldeiras de Condensação para o seu redirecionamento Categoria:Caldeiras de Condensação&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1163</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1163"/>
		<updated>2019-04-21T14:11:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu Categoria:Caldeiras de Condensação para DEQWiki Discussão:Caldeiras de Condensação&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Utilizador:JohnnyBaptista&amp;diff=1162</id>
		<title>Utilizador:JohnnyBaptista</title>
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		<updated>2019-04-21T14:11:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu Utilizador:JohnnyBaptista para Categoria:Caldeiras de Condensação&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[:Categoria:Caldeiras de Condensação]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1161</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1161"/>
		<updated>2019-04-21T14:11:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista moveu Utilizador:JohnnyBaptista para Categoria:Caldeiras de Condensação&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1160</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1160"/>
		<updated>2019-04-21T14:00:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Custos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Caldeiras de condensação requerem na aquisição um investimento maior em comparação com as caldeiras convencionais, contudo têm um bom potencial de amortização a médio-longo prazo já que têm uma tecnologia mais eficiente em termos energéticos apesar de terem um consumo de eletricidade 30-40% maior devido à bomba de recirculação de elevada eficiência, regulação e controlo da caldeira. O consumo de eletricidade das caldeiras de condensação corresponde a cerca de 3% do consumo de combustível onde cerca 2% são consumidos pela bomba de recirculação de elevada eficiência e cerca de 1% são consumidos pela regulação e controlo (queimador, bomba de exaustão e controlo). Perdas de energia adicionais causadas pela queda de pressão do fluxo dos gases de escape são estimadas em pouco menos de 0,3% do consumo de combustível, mas os ganhos energéticos associados à tecnologia de condensação permitem um rendimento apreciável na razão de eletricidade consumida e calor útil (Electro-thermal Amplification Factor ou Elektrothermischer Verstärkungsfaktor - ETV)&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Conclusões&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
O uso de caldeiras de condensação, quando comparado com as convencionais apresenta muitas vantagens do ponto de vista energético, económico e ambiental, pois ao utilizar a energia presente nos gases de escape irá aumentar o rendimento energético, através do aproveitamento quase total do poder calorífico do combustível o que se traduz num ganho económico e ambiental, pois a queima de combustível será menor o que acarreta menores custos de combustível e como tal menos emissões.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Referências&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[1]: https://www.veritherm.com/index.php/wir-ueber-uns/die-vetter-story/der-erfinder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: Satyavada H., Baldi S. Energy, Monitoring energy efficiency of condensing boilers via hybrid first-principle modelling and estimation2018;142(1):121-29.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]:https://de.wikipedia.org/wiki/Umw%C3%A4lzpumpe_(Heiztechnik)#Differenzdruckregelung.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: http://www.vollbrennwerttechnik.de/technik/technik.html.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: https://www.sbz-monteur.de/wp-content/uploads/2011/07/kondenswasser.pdf.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]:https://web.archive.org/web/20131110164044/http://www.eicher-pauli.ch/upload/pdf/publications/FAGO-Zus_Schlussbericht.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2019.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1159</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T13:50:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (3) descreve a troca de calor com água e o segundo termo vem da troca de calor com as tubagens da caldeira. Em (3), ρ&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], C&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico em [kJ / kg °C] da parede da tubagem do permutador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As constantes d&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt;, d&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e R&amp;lt;sub&amp;gt;ts&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;m&amp;lt;/sub&amp;gt; são, respectivamente, a espessura da parede da tubagem em [m], a espessura da parede em [m], e a resistência térmica entre a parede da tubagem e a extensão do núcleo da tubagem em [kW / m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O primeiro termo do lado direito de (4) descreve a troca de calor com gás e o segundo termo descreve a troca de calor com a parede da tubagem. Em (4),ρ&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; é a densidade em [kg / m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], e C&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; calor específico em [kJ / kg °C] de material da superfície da tubagem.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na tecnologia de caldeiras de condensação existem duas alternativas, as caldeiras de condensação dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno e as caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno. &lt;br /&gt;
Nas caldeiras dependentes da carga e temperatura da corrente de retorno só é possível ocorrer condensação dos gases de escape e consequente aproveitamento do calor latente de condensação se a corrente de água de retorno, que passa pelo permutador secundário está abaixo da temperatura de orvalho dos gases de escape, daí ser crucial a existência de uma regulação eficaz da temperatura da corrente de retorno através de bombas de recirculação reguladas por pressão diferencial&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, bem como um dimensionamento adequado do sistema (caldeira e utilizadores). Nas caldeiras de condensação dependente da carga e temperatura da corrente de retorno geralmente ocorre só uma condensação parcial dos gases de escape.&lt;br /&gt;
Nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno, desenvolvidas por Richard Vetter, os gases de escape são totalmente condensados num permutador de calor polimérico qual é arrefecido através do ar fresco da alimentação do queimador, condição necessária para tal ocorrer é uma temperatura de gases de escape suficientemente baixa para que não se dê a degradação térmica deste permutador. Só nas caldeiras de condensação independentes da carga e temperatura da corrente de retorno é possível aproveitar ao máximo o calor latente da condensação dos gases de escape, visto que só nestas ocorre a condensação total&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
O condensado resultante tem carácter ácido&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; e como tal as superfícies do permutador secundário bem como chaminé de evacuação devem ser resistentes à corrosão isto é possível através da aplicação de revestimentos com materiais cerâmicos, aço inoxidável ou polímeros (PTFE ou PPS), sendo o condensado efluente resultante evacuado da caldeira, poderá ainda ser neutralizado ou diretamente evacuado para a rede de esgoto.&lt;br /&gt;
O gás de escape resultante, já arrefecido é evacuado através duma bomba de exaustão (“power exhaust”), isto é necessário visto que o efeito chaminé não é predominante às baixas temperaturas a que se encontram os gases de escape na etapa final.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1158</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T13:37:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|centro|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 3.png|centro|(3)]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 4.png|centro]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<title>Ficheiro:GLEICHUNG 4.png</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(4)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<title>Ficheiro:GLEICHUNG 3.png</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T13:26:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A equação 1 apenas descreve a transferência de calor entre a corrente de gases de combustão e a segunda já trata da transferência de calor com a corrente de água das tubagens da caldeira.  Em (1) C&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; é o calor específico dos gases de combustão e C&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kJ/Kg °C], w&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; o caudal mássico dos gases de combustão e w&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; o da corrente de água  em [kg/s], ρ&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; a densidade dos gases de combustão e ρ&amp;lt;sub&amp;gt;w&amp;lt;/sub&amp;gt; da água em [kg/m&amp;lt;sup&amp;gt;3&amp;lt;/sup&amp;gt;], sendo que as temperaturas ( T&amp;lt;sub&amp;gt;g&amp;lt;/sub&amp;gt; e T&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; ) se encontram em [°C]. As constantes  h&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e h&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; representam os coeficientes de transferência de calor em  [KW/m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;°C], D&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e D&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são os perímetros da superfície onde ocorre transferência de calor em [m], A&amp;lt;sub&amp;gt;s&amp;lt;/sub&amp;gt; e A&amp;lt;sub&amp;gt;t&amp;lt;/sub&amp;gt; são as áreas de superfície onde ocorre transferência de calor em [m&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T13:19:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|centro|1]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 2.png|centro|2]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|semmoldura|centro|(1)|406x44px]]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T13:14:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:GLEICHUNG 1.png|semmoldura|centro|(1)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<updated>2019-04-21T13:10:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: JohnnyBaptista carregou uma nova versão de Ficheiro:GLEICHUNG 1.png&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(1)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<title>Ficheiro:GLEICHUNG 1.png</title>
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		<updated>2019-04-21T12:56:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(1)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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		<id>https://wiki.eq.uc.pt/mediawiki/index.php?title=Caldeiras_de_Condensa%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1148</id>
		<title>Caldeiras de Condensação</title>
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		<updated>2019-04-21T12:41:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;JohnnyBaptista: /* Funcionamento da caldeira de condensação: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Caldeira de condensação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;=&lt;br /&gt;
As Caldeiras de condensação, são caldeiras que produzem água quente, mas ao contrário das comuns caldeiras que libertam os gases de combustão livremente para a atmosfera, estas ditas caldeiras de condensação permitem a utilização da energia contida nestes gases, o que se traduz num maior rendimento energético do equipamento, visto que aproveitam quase integralmente o poder calorífico do combustível utilizado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;História e desenvolvimento notório:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ===&lt;br /&gt;
As primeiras caldeiras de condensação modernas foram desenvolvidas por Richard Vetter em 1982 (para gás) e 1984 (para óleo) sendo que desde da década de 90 a tecnologia de caldeiras de condensação é considerada a tecnologia de preferência ganhando terreno no mercado a meio da década 90. Richard Vetter é um dos maiores inventores da Alemanha sendo actualmente detentor de mais de 100 patentes alemãs e internacionais das quais 22 estão implementadas na caldeira de condensação total &amp;#039;&amp;#039;VERITHERM &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho de Richard Vetter na tecnologia de caldeiras de condensação é notório, devido ao facto de ter sido o primeiro a desenvolver a tecnologia de modo a aproveitar quase na integridade o poder calorífico dos combustíveis (gás e óleo). Isto foi possível através do aproveitamento do calor latente de condensação dos gases de escape resultantes da combustão nas chamadas caldeiras de condensação total.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
===&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Funcionamento da caldeira de condensação:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura .jpg|miniaturadaimagem|Figura 1: Caldeira de condensação dependente da carga e temperatura do retorno,retirado de [2]|345x319px]]&lt;br /&gt;
Primeiramente o combustível (gás ou óleo) é injetado no queimador da caldeira de modo a aquecer a água circulante na rede de tubos do permutador primário (Figura 1), após a queima do combustível os gases de escape gerados passam pelo permutador secundário aproveitando-se o calor latente de condensação do vapor de água contido nos gases de escape, isto traduz-se num aumento da eficiência na ordem dos 10-12%, quando comparada com uma caldeira convencional&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução do comportamento dinâmico da  transferência de calor entre os gases de combustão (que se encontram à temperatura da chama logo após saírem do queimador) e a água circulante no sistema da tubagens, como representado na figura 2, pode ser descrito pelas seguintes equações&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;:&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>JohnnyBaptista</name></author>
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